Análise games - XCOM Enemy Unknown


XCOM Enemy Unknown é um game de estratégia baseado em turnos, que traz de volta os combates extremamente táticos dessa franquia que fez muito sucesso nos anos 90. Desenvolvido pela Firaxis Games e distribuído pela 2K Games, teve seu lançamento em outubro de 2012 para PCs, Xbox 360 e PS3.

Apesar de já ter jogado diversos jogos de estratégia baseado em turnos, XCOM foi uma grata surpresa, pois me apresentou com uma nova forma de jogar games desse gênero, com sua jogabilidade extremamente tática e cheia de opções e variáveis que deixam cada partida quase que única.


A história nos apresenta ao comando XCOM, uma operação financiada por diversos países, com o principal intuito de impedir uma invasão alienígena, apesar de apresentar alguns personagens carismáticos a trama é bem básica, servindo mais como pano de fundo para justificar a ação. O destaque fica para o ótimo final, que apesar de não ser nada surpreendente, na verdade ele é bem clichê, tem um tom épico e chega até ser um pouco emotivo, caso o jogador tenha se apegado aos operativos que chegam até a missão final, que foi justamente o que ocorreu comigo.

A grande diferença de XCOM é sua ótima jogabilidade, que pode ser dividida em duas partes, primeiro a parte de gerenciamento da base de operações, aqui o jogador terá que gerencias os recursos do programa, priorizando pesquisas, fabricando novas armas, aumentando a capacidade da base, recrutando novos operativos, treinando-os para adquirirem novas habilidades e é claro, monitorar as atividades alienígenas em todo o globo. Na segunda parte, mas não menos importante, temos o modo de combate, onde até seis operativos enfrentam os alienígenas em missões que vão desde resgatar civis a desarmar bombas em diversos cenários.

O modo de gerenciamento é fundamental para o bom andamento da campanha, pois é nele onde é realizada a evolução dos seus operativos, assim como a definição dos recursos que eles terão disponíveis durante as missões, mas é no modo de combate que o game se torna realmente interessante, pois é onde toda ação acontece e o jogador tem a oportunidade de testar as suas habilidades táticas ao comandar um grupo de operativos.

No início de cada missão, o jogador pode escolher até 6 operativos, que serão deslocados até determinado local para deter os alienígenas, ao chegar no local, a visão se torna isométrica mostrando um grande tabuleiro 3D. A cada turno cada operativo poderá realizar duas ações e cabe ao jogador definir tais ações. O principal objetivo é avançar pelo cenário para encontrar os inimigos e poder enfrenta-los e é aqui que toda a parte tática do game se revela, pois ao avançar de forma descuidada o jogador pode revelar precocemente os inimigos e colocar em risco não só os seus soldados, mas o sucesso de toda a missão, pois os inimigos são tão táticos quanto o próprio jogador, posicionando se de forma estratégica pelo mapa, protegendo se atrás de coberturas, flanqueando os operativos, atirando de forma agressiva contra os soldados expostos e até mesmo recuando quando necessário.

Em um primeiro momento as missões táticas podem parecer repetitivas, afinal o objetivo basicamente sempre será eliminar os inimigos no cenário, porem a inteligência artificial dos inimigos e o fator de imprevisibilidade presente em cada missão torna cada partida quase que única, pois por mais cauteloso e tático que o jogador seja, há inúmeras variáveis que não podem ser controladas, como o posicionamento dos inimigos que aparecem em vários locais do mapa, ou mesmo a precisão dos disparos dos operativos, que dependendo das condições podem errar determinado tiro justamente em um momento crítico da missão.

O mais interessante das missões táticas é que os operativos podem ser mortos de forma definitiva, o que obriga o jogador a ser ainda mais cuidadoso. Imagine você dedicar horas para evoluir um esquadrão e em uma única missão, por puro descuido, ou não, perde justamente os operativos mais fortes? Isso acontece por várias vezes e faz com que cada missão seja sempre tensa, desafiadora e principalmente recompensadora ao ser concluída com sucesso.

Na parte de ambientação o game é muito bem detalhado, tanto no mapa de gerenciamento, quanto nos mapas das missões táticas, que mostram normalmente pequenas partes de cidades que foram invadidas pelos alienígenas, ou locais onde ocorreram a queda das naves. Após algumas horas de jogatina, os cenários podem se mostrar um pouco repetitivos, mas nada que desmereça o ótimo trabalho de ambientação e principalmente de level design.

XCOM é um excelente game tático baseado em turnos, indicadíssimo para os amantes de game de estratégia. Um game que obriga o jogador a pensar e agir de forma tática a todo momento, devido a imprevisibilidade de cada missão, trazendo uma incrível tensão ao jogador por faze-lo temer pela vida dos seus operativos. Um game simplesmente incrível.



Informações adicionais:

Nota geral: 09.
Horas dedicadas ao game: 58 horas.
Conquistas desbloqueadas: 38 de 85.
Dificuldade geral: Difícil, passando pra media, quando se compreende as mecânicas do jogo.
Fica a dica: Cautela é a sua maior aliada em XCOM.
Modo de jogo: Singleplayer e multiplayer.
Idioma: Inglês, porem com tradução em andamento no site Tribo Gamer.
Imagem durante a jogatina: Clique Aqui.

Obs.: Análise feita com base apenas no XCOM Enemy Unknown, a DLC Enemy Within não foi levada em consideração, pois ainda não adquiri tal DLC (pois tá caro pra caramba essa bagaça).

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