Análise cinema - Poder sem Limites


Poder sem Limites, dirigido pelo estreante Josh Trank e traz no elenco Dane DeHaan (que interpreta Andrew) , Alex Russel (que interpreta Matt) e Michael B. Jordan (que interpreta Steve), conta a historia de três jovens que se descobrem com poderes.


Andrew Detmer é um  adolescente retraído, com fortes dificuldades de se relacionar com outras pessoas, e isso só se agrava quando ele decide comprar uma câmera para registrar tudo que acontece em sua vida, seu único amigo é seu primo Matt, que tenta sem sucesso, convence-lo a deixar o estranho habito de filmar tudo e a todos. Apos muitas insistências Matt convence Andrew a ir a uma festa, apos a festa acompanhados por Steve, amigo de Matt, eles entram em contato com um cristal que acaba lhes dando poderes.

A trama começa a se desenvolver a partir desse ponto, com os três adolescentes descobrindo e desenvolvendo esses poderes, inicialmente, como qualquer adolescente, eles utilizam tais habilidades apenas para pregar peças em outras pessoas, mas aos poucos eles descobrem que podem fazer coisas impossíveis e começam a se questionar quais são seus reais limites.


A premissa do filme me chamou bastante a atenção, afinal como qualquer leitor de historias em quadrinhos já me imaginei adquirindo poderes, mas alem disso o que torna o filme interessante é a forma que cada personagem lida com tais poderes, Steve tenta se divertir ao extremo, Matt é quase indiferente e Andrew vê a oportunidade de vencer a barreira auto imposta para se relacionar e principalmente acabar com as perseguições e maus-tratos sofridos pelo pai.

Nos últimos quinze anos o cinema foi tomado por uma enxurrada de adaptações de historias de super heróis, Hollywood viu no novo gênero uma mina de ouro e a cada ano temos mais e mais estreias, e essa grande quantidade de novos filmes, de certa forma, levou a repetividade do gênero, e Poder sem Limites busca justamente fugir da formula herói versos vilão. A motivação dos personagens não é salvar ou dominar o mundo, mas sim de aprender a lidar com poderes imagináveis e ilimitados, o que fazer com tais poderes? Como controla-los? Como estabelecer limites?

Essa é a grande questão do filme, o que você faria com poder quase ilimitado? Buscaria diversão? Ou tentaria viver normalmente? Ou iria impor sua vontade aos outros sem medir as consequências?

O filme é todo filmado pela ótica da câmera de Andrew, no mesmo estilo do filme Cloverfield, esse recurso acaba deixando a narrativa um pouco dura e desfocada na primeira parte do filme, mas isso é resolvido assim que Andrew começa a dominar seus poderes e começa a mover a câmera mentalmente. Com isso o filme acaba ganhando mais dinamismo e amplitude deixando a narrativa mais fluida.

Particularmente gostei bastante do filme, apesar de apresentar uma narrativa um pouco monótona, a nova ótica apresentada por Trank para o gênero de super heróis é bem interessante e rendeu bons momentos, como as divertidas cenas dos três aprendendo a voar, ou o dialogo de Andrew sobre se considerar um super predador, ou mesmo o climax do filme que mesmo sendo bem lento rende um ótimo desfecho.

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