Análise games - Dead Island


Dead Island game de ação em primeira pessoa, com elementos de RPG e zumbis, muitos zumbis. Desenvolvido pela Techland e distribuído pela Deep Silver, lançado em setembro de 2011, para PS3 Xbox 360 e PCs.

Quando Dead Island foi anunciado, ganhou destaque quase que instantâneo com o surpreendente, dramático e inesquecível trailer do jogo. O hype foi quase que instantâneo, todos falaram por semanas desse trailer e todos esperavam um novo marco nos games do gênero de  zumbis. E o game superou suas expectativas? Não, longe disso!


No game o jogador pode assumir um dos quatro personagens disponíveis, cada um deles tem origens e habilidades distintas, porem, assim como em Borderlands, a escolha de um deles não influencia no desenvolvimento da historia. A trama começa com o jogador acordando, apos uma noite de festa, em um quarto de hotel na ilha fictícia Banoi, na costa da Nova Guiné, ao explorar o local encontra dezenas de zumbis que não o matam por pouco, graças a outros sobreviventes. A historia do game se resume a encontrar outros sobreviventes, juntar recursos e obter meios de escapar ileso da ilha que esta tomada por zumbis. Assim como em qualquer RPG há muitas quests secundarias, além da trama principal, cheias de NPCs e pequenas historias, porém tanto os personagens secundários, quanto os protagonistas são muito pouco desenvolvidos, apresentando um carisma quase que mínimo, fazendo o jogador pouco se importar com o destino dos mesmos. Além disso quase tudo apresentado em termos de trama já foi visto inúmeras vezes em tantos outros jogos de zumbis, ou em outras mídias do gênero.

Outro aspecto que o game peca é nas expressões faciais dos personagens, ou melhor, na falta de de expressões faciais, é bizarro ver os modelos de personagens tentando expressar alguma reação em momentos tensos e dramáticos. Um momento que nunca me esquecerei foi quando um personagem coadjuvante morre, e sua filha entra em desespero, porém ao ver as expressões dela é quase que impossível não ignorar o drama da situação, tirando qualquer imersão que se poderia se ter nessa parte da historia. Além disso o game apresentou no seu lançamento, uma serie de bugs que incomodou muitos jogadores e alguns deles persistem até hoje, mesmo apos inúmeras atualizações, como personagens presos em paredes invisíveis. Apesar disso admito que poucos deles ocorreram comigo, não atrapalhando, de forma significativa, a minha jogatina.

Em termos de ambientação o game impressiona, a cada novo capitulo, uma nova área é desbloqueada, apresentando cenários bem variados, como vilas, praias, áreas urbanas e até mesmo florestas. Tudo é muito bem detalhado, com muita interação em mapas bem extenso, garantindo horas de exploração. E é quase impossível não parar em algum momento para apreciar as belíssimas vistas da ilha paradisíaca de Banoi.

A jogabilidade com toda certeza é o grande atrativo do game, em visão de primeira pessoa, o jogo foca nos combates corpo a corpo, deixando as armas de fogo em segundo plano, isso da um ar de novidade ao jogo, e presentei o jogador com inúmeros momentos de tensão, principalmente por cada golpe gastar estamina, que ao chegar ao fim deixa o jogador sem ação e cansado, podendo ser facilmente derrubado pelos zumbis e acredite você passará grandes sufoco enfrentando as hordas de zumbis, principalmente quando enfrentar os infectados especiais presentes no game.

O segundo atrativo do game, que aliado a jogabilidade, o torna quase que único, é o sistema de fabricação de itens, que permite ao jogador criar armas e atualizar as existentes, aumentando o seu dano e eficiência. Basta coletar os itens corretos e o jogador poderá criar armas mais fortes e com atributos variados, como dano de fogo e choque. O que faz das armas de combate corpo a corpo incrivelmente mais eficientes que as armas de fogo.

O interessante é que o foco dado ao combate corpo a corpo não é gratuito, pois dependendo do modo que os zumbis são atingidos o jogador é presenteado com um verdadeiro show de desmembramentos e sangue para nenhum fã do mais puro "gore" colocar defeito. Arma-se com um taco de beisebol e saia partindo zumbis em pedaços, ou se preferir pegue um facão e decapite as cabeças dos zumbis espalhados pela ilha, fique a vontade, pois você pode. E tudo fica ainda mais divertido ao se jogar no modo cooperativo, com mais três amigos.

Dead Island é um bom jogo, que peca ao não apresentar uma historia marcante e dramática como a que indicava o seu trailer de anuncio, mas que acerta em oferecer uma jogabilidade extremamente divertida, focada no combate corpo a corpo, em um ambiente paradisíaco e zumbis assustadores. Um jogo indicadíssimo aos fãs de partidas cooperativas e de jogos de zumbis. Diversão garantida. 



Informações adicionais:
Nota geral: 7,5.
Tempo dedicado ao jogo: 40 horas.
Conquistas desbloqueadas: 40 de 48.
Dificuldade: Entre fácil e médio.
Fica a dica: Esqueça a historia fraca e os bugs ocasionais e se divirta jogando com os amigos.
Vale o preço? Sim, pois atualmente custa R$ 34,99, mas dá para esperar uma promoção na Steam e compra-lo com 75% de descontos.
Modo de jogo: Singleplay, com possibilidade de se jogar de forma cooperativa para até 4 jogadores.
Imagens durante a jogatina: Clique aqui.
Gameplays: Clique aqui e aqui.
Idioma: Inglês, mas com tradução disponível tanto no site GameVicio, quanto na TriboGamer.

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