Análise games - The Witcher 3: Wild Hunt


The Witcher 3: Wild Hunt, RPG de aventura e ação, que mostra a jornada do bruxo Geralt de Rivia em busca da sua protegida Cirilla. Lançado em maio de 2015 para PS4, XOne e PC, com desenvolvimento e distribuição da polonesa CD Projekt Red.

Wild Hunt inegavelmente foi um dos games mais aguardados de 2015, terceiro game de uma franquia relativamente nova, que colocou de vez no mapa a extremamente competente CD Projekt Red, apos uma ano de seu lançamento e incontáveis prêmios, The Witcher 3 se consolida como um dos maiores e melhores games da atualidade.

Na trama vemos Geralt em uma busca para encontrar a jovem Cirilla, uma personagem que foi apenas citada no game anterior, tal busca leva Geralt a encontrar antigos aliados, percorrendo os reinos do norte em uma corrida contra o tempo para evitar uma enorme catástrofe envolvendo a Caçada Selvagem e Geada Branca. O enredo de The Witcher sempre foi um dos seus pontos mais fortes e marcantes, nesse terceiro game isso não muda, a trama continua complexa e madura, envolvendo intrigas politicas, seres sobrenaturais, disputas raciais e uma boa dose dramática, porem tudo se torna um pouco mais pessoal que nos games anteriores, por apresentar duas personagens até então desconhecidas, Yennefer de Vengerberg uma poderosa feiticeira que se revela o grande amor da vida de Geralt e Cirilla Fiona Elen Riannon uma antiga aprendiz do bruxo que detêm o sangue ancestral, a qual Geralt trata como uma filha.

O desenvolvimento do relacionamento de tais personagens é simplesmente o ponto alto da trama principal, a forma como Geralt reage a Yennefer, com um olhar de admiração e paixão e como tal relacionamento é apresentado e desenvolvido, fazem o jogador se apegar a tal romance, por mais conturbado que ele seja, alem disso Yennerfer é uma personagem extremamente forte e marcante, você irá ama-la ou odiá-la, mas dificilmente conseguirá ignorar a beleza e sensualidade da feiticeira. Já Ciri, consegue demonstrar todo o lado humano de Geralt, o fato de ele trata lá como uma filha e querer protege-la a todo custo é um lado que eu sinceramente não esperava ver do personagem e a trama desenvolve muito bem esse lado paternal de Geralt, a cena em que os dois finalmente se encontram é emocionante e mostra todo o amor que o bruxo sente pela sua protegida.

Apesar de a trama ser interessantíssima e muito bem construída, confesso que achei a narrativa da campanha principal um pouco arrastada, passamos boa parte do game em busca de Ciri, nos envolvendo em subtramas interessantes, mas que nem sempre contribuem com o desenvolvimento da historia principal e quando finalmente encontramos a personagem e nos preparamos para enfrentar a Caçada Selvagem novamente somos arrastados à subtramas e quests totalmente desnecessárias, como uma quest onde Ciri obriga Geralt a roubar cavalos para ajudar antigos amigos. Fora que a Caçada Selvagem foi muito mal aproveitada ao longo da trama, os vilões são quase que uma ameaça oculta aparecendo somente em momentos chaves e quando finalmente descobrimos mais sobre o Rei da Caçada Selvagem e seus objetivos, estamos a um passo de derrota-lo. Talvez esse seja o único defeito de The Witcher 3, apresentar uma trama memorável, mas não suficientemente grandiosa para ser considerada épica.

Além disso, o game apresenta muitas, mas muitas quests secundarias, que são interessantíssimas e muito bem construídas, com começo, meio e fim, envolvendo diversos personagens inéditos e até mesmo o retorno de antigos aliados, fora que há ainda os contratos de monstros que levam o bruxo à pequenas investigações, culminando em confrontos bem desafiadores com criaturas únicas. Confesso que em alguns momentos achei tais quests e contratos, quase tão interessante quanto a quest principal e talvez justamente por isso a narrativa da campanha principal seja prejudicada, uma vez que o jogador se perde facilmente em meio a tanto conteúdo. 

Outro ponto positivo do game é seu mapa, que é simplesmente grandioso, apresentando uma ambientação viva e orgânica, com belíssimos vales, planícies, florestas, montanhas, cavernas, vilas e grandes cidades, todos eles muito bem povoados, com fauna e flora que dão uma ótima veracidade ao ambiente e há sempre algo acontecendo nesses locais e há sempre um pequeno segredo a ser encontrado e para deixar tudo ainda mais belo sempre somos surpreendidos com o efeito do vento nas árvores, com intensas tempestades e com um entardecer estonteante, que me arrisco a dizer, é de longe o mais belo entardecer do mundo dos games.

A jogabilidade apresenta melhorias se comparada com o game anterior, o combate continua exigindo um bom planejamento do jogador, que terá que estudar os movimentos dos mais variados inimigos e utilizar os elixires corretos em cada confronto, assim como o uso intenso dos sinais, porem a movimentação do personagem está ainda mais dinâmica, deixando Geralt ainda mais ágil. O game ainda apresenta alguns problemas de colisão, dificultando um pouco a movimentação em alguns momentos, mas nada que estrague a experiência.

A quantidade de itens aumentou significativamente, finalmente temos uma grande variedade de espadas e armaduras, muitas delas com visuais e efeitos únicos, alem do sistema de craft estar ainda mais extenso que o game anterior, podendo criar uma infinidade de itens que auxiliam na criação de poções, elixires e óleos ainda melhores. A única ressalva no sistema de criação de itens é no seu menu que é pouco dinâmico, pois não permite a escolha de forma rápida dos itens que o jogador pretende criar e acredite você perderá um bom tempo navegando pelos menus do jogo apenas para criar alguns itens. 

A trilha sonora é excelente, muitas vezes você parará para admirar as belíssimas paisagens acompanhadas com uma ótima musica original ao fundo que torna a imersão ainda melhor. A dublagem em português está ótima, com uma escolha coerente de vozes para todos os personagens, porem apresenta uma falha totalmente incoerente, onde alguns personagens simplesmente têm suas vozes mudadas após a finalização de alguma quest, ou mesmo durante um dialogo, algo que prejudica um pouco a narrativa em alguns momentos. 

Muitos consideram que The Witcher 3 é um game pouco inovador, pois ele replica conceitos da própria franquia e até mesmo de outros games, como Skyrim, Dark Souls e outros, admito que isso seja inegável, porem não desmerece em nada o game da CD Projekt Red, pois ela conseguiu unir de forma primorosa o que há de melhor nos RPGs de aventura e ação da atualidade, fazendo de Wild Hunt uma referencia em termos de qualidade.

The Witcher 3: Wild Hunt é um excelente RPG de aventura e ação, extremante belo, imersivo e envolvente, como uma ótima trama, que peca em alguns momentos na sua narrativa, porem apresentando personagens tão envolventes e carismáticos que seus pequenos defeitos são facilmente esquecidos. Um game que não inova, mas consegue apresentar de forma primorosa o que há de melhor no gênero, colocando de vez não só a franquia, mas a sua desenvolvedora em uma merecida posição de destaque no mundo dos games. Obrigado CD Projekt Red, por essa inesquecível e emocionante jornada que foi Wild Hunt. 

"Disse que tinha algo para me dizer." - Geralt

Informações adicionais:
Nota geral: 9,5.
Tempo dedicado ao game: mais de 200 horas.
Conquistas desbloqueadas: 49 de 78 .
Dificuldade: O game até apresenta uma certa dificuldade, principalmente enfrentando alguns chefes, porem se torna fácil, após definir uma boa estratégia de combate, aliado a elixires e mutagênicos.
Fica a dica: Escolha um estilo de combate e invista exclusivamente seus pontos de experiência em habilidades que melhores esse estilo, assim rapidamente estará quase invencível.
Gameplay: Em breve.
Imagens durante a jogatina: Clique aqui.
Vale o preço? Sim, vale muito! Compre com ou sem desconto.
Modo de jogo: Exclusivamente singleplayer.
Idioma: Com legendas e dublagem em PT-BR.

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