segunda-feira, 20 de julho de 2026

Análise games - Shadow of the Tomb Raider: Definitive Edition




Nada surpreendente, mas extremamente satisfatório!

Lançado originalmente em setembro de 2018 para PC, Xbox One e PS4, Shadow of the Tomb Raider é o encerramento da trilogia "Survivor" que reinventou a origem da icônica heroína aventureira Lara Croft, com um tom ainda mais maduro e dramático, desenvolvido em parceria entre os estúdios Eidos Montréal e Crystal Dynamics, sendo publicado pela Square Enix. Ganhando uma edição definitiva em novembro de 2019.

Buscando encerrar a jornada de auto descoberta e amadurecimento da jovem Lara Croft iniciada no reboot de 2013, Shadow of the Tomb Raider nos apresenta uma Lara já experiente e determinada, mas ainda imprudente, tentando a todo custo deter a organização Trindade. A narrativa começa em Cozumel, México, com Lara ao lado de Jonah, perseguindo o rastro da Trindade, ao explorar uma ruína Asteca e remover uma adaga cerimonial de um altar, Lara acaba desencadeando um cataclisma que causa inúmeras mortes. Assolada pela culpa, mas ainda mais determinada em deter a Trindade, a protagonista parte para a Amazônia peruana encontrando assim a lendária cidade de Paititi.

É nítido que a narrativa de Shadow busca entregar uma história mais grandiosa que seus antecessores, Lara não está mais enfrentando uma seita em uma ilha deserta, ou tentando encontrar artefatos antigos que podem conferir imortalidade, agora seu principal objetivo é deter um possível Apocalipse Maia que ela mesmo pode ter desencadeado devido a suas atitudes imprudentes, tendo que lidar com a culpa e a responsabilidade de evitar que mais vidas inocentes sejam perdidas.

Narrativamente a proposta de Shadow funciona muito bem, Lara de fato amadurece ao longo do desenvolvimento da história, iniciando de forma imprudente e obcecada pelo seu objetivo, mas com auxílio de Jonah, que atua como uma bússola moral para a protagonista, e dos habitantes de Paititi consegue enfim perceber que seu atos tem consequências, assumindo a responsabilidade por eles. Mas apesar do enredo buscar dar essa camada de profundidade para a personagem, é inegável que em alguns momento isso acaba se perdendo, principalmente pelo fato de o jogo busca expandir a narrativa com uma tonelada de conteúdo adicional.

A forma de exploração do jogo anterior se mantém, com artefatos, tumbas, criptas e pequenas missões secundárias a serem excetuadas a cada novo cenário, nada de novo aqui, porém a Shadow busca maximizar esses conceitos, colocando ainda mais itens e pontos no mapa para serem resolvidos e apesar das coleta de artefatos e a exploração das tumbas serem extremamente prazerosas de serem realizadas, com quebra-cabeças realmente interessantes de serem resolvidos, as missões secundárias tornam a narrativa arrastada, por desviar a atenção do jogador da trama principal.

Não há como negar que parte da essência de Tomb Raider é o lado exploradora de Lara Croft, afinal ela é uma arqueóloga, e esse aspecto foi muito bem desenvolvido nesta última trilogia como um todo, e em Shadow isso ganha ainda mais destaque, com as tumbas sendo o coração de todo o jogo, mas também adicionando inúmeros objetivos secundários que dão destaque para a cultura milenar Inca, tornando Paititi e seu povo um personagem central para a narrativa.

O gameplay se mantém prazeroso de se jogar, tanto nos momentos de combates, quanto nos momentos de exploração. Lara segue tendo acesso a um arsenal que pode ser melhorado conforme novos itens são obtidos, assim como realizar melhorias nos seus trajes que dão benefícios adicionais de habilidades, o sistema de fabricação se mantém, porém agora temos acesso a mercados pelos povoados, que facilitam o gerenciamento de recursos e obtenção de melhorias. Nos combates Lara agora pode se camuflar de forma mais eficiente utilizando lama, facilitando assim as eliminações furtivas. Além disso novos movimentos de escalada foram adicionados, tornando a exploração mais robusta e prazerosa.

No sistema de progressão, além do já mencionado sistema de fabricação, temos uma robusta árvore de habilidades, que possibilita a melhoria do combate, exploração e sobrevivência da protagonista. O importante aqui é que algumas habilidades só são desbloqueadas caso o jogador conclua alguns desafios e tumbas, incentivando assim a exploração constante dos ambientes.

Fechando o pacote dessa edição definitiva de Shadow, temos o modo de desafios de tumbas, que permite que o jogador repita fora da campanha principal as tumbas já encontradas, buscando obter a melhor desempenho ao se concluir as tumbas, seja coletando pequenos orbes para pontuar, ou simplesmente concluir o desafio no melhor tempo. É um modo adicional que pode garantir mais algumas horas de diversão para os jogadores que curtem desafios de pontuação.

Shadow of the Tomb Raider é um ótimo game, que não inova em relação aos dois jogos anteriores, mas mantém de forma sólida a fórmula dessa nova trilogia, o que de maneira alguma é algo ruim, uma vez que reboot modernizou de forma muito competente a amada franquia de aventura e exploração. Em termos narrativos Shadow se esforça para evoluir ainda mais a icônica protagonista, apresentando uma trama que novamente dá ênfase ao amadurecimento da nossa amada heroína. No fim não chega a surpreender, mas inegavelmente é um fechamento digno para o reboot iniciado em 2013.

Informações adicionais:
  • Nota geral: 08.
  • Tempo dedicado ao jogo: 46 horas.
  • Conquistas desbloqueadas: 78 de 99.
  • Vale o preço? Sim, vale!

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