Terror de sobrevivência não é um gênero que eu consuma com frequência, nem mesmo nos filmes o gênero me atrai, mas fui desafiado a finalizar Outlast neste ano e venci meus medos ao jogar esse marcante game desenvolvido de forma totalmente independente pelo estúdio Red Barrels e lançado em setembro de 2013 para PC, PS4 e XOne, chegando posteriormente ao Switch.
Na trama assumimos o repórter investigativo, Miles Upshur, que após receber uma denúncia por e-mail, decide investigar o isolado Asilo Massive. Ao chegar no local Miles o encontra totalmente abandonado e trancado, forçando a sua entrada o protagonista inicia uma corrida insana e intensa para se manter vivo. Propositalmente a narrativa é confusa e enigmática, contribuindo com a imersão do jogo, fazendo o protagonista e o próprio jogador se perguntar a todo momento o que está de fato acontecendo e o que causou a espiral de violência e insanidade ao Asilo Massive.
Mas entender o que está de fato acontecendo será a última das suas preocupações, seu maior objetivo será sobreviver e buscar de forma desesperada sair desse lugar assustador em que você se encontra. E dando maior peso para esse objetivo o game não apresenta nenhuma mecânica de combate, o único recurso do protagonista é uma câmera que serve para registrar as insanidades presenciadas e conseguir enxergar no escuro, portanto resta apenas correr e se esconder, torcendo para que os lunáticos não se encontrem.
A ambientação de Outlast é um dos seus maiores trunfos. Tudo foi pensado para contribuir com a imersão do jogador e aumentar o clima de tensão e desespero do início ao fim da narrativa. O sangue e a brutalidade em quase todo local, os ambientes escuros e claustrofóbicos, os lunáticos que ora te atacam ora te ignoram, os perseguidores implacáveis que te brutalizam com um único golpe, os sons abafados e gritos distantes. Tudo, absolutamente tudo, neste jogo contribui com o clima opressor de tensão.
Além dos registros feitos com a câmera, onde Miles faz alguns comentários sobre o que está descobrindo, temos os documentos que são encontrados pelo cenário, que revelam alguns acontecimentos do local, além de servir como coletáveis, mas convenhamos é muito difícil conseguir se preocupar com coletáveis, quando se está tentando sobreviver e teme que a cada novo cômodo alguém poderá te esfaquear.
Apesar do clima se manter tenso do início ao fim, o game perde um pouco de ritmo no seu trecho final, ao introduzir um ambiente novo e tentar de forma desnecessário amarrar todas as pontas soltas em um único e longo diálogo. Mas gostando ou não o final em si não diminui em nada a experiência como um todo.
Fechando o pacote, temos a DLC Whistleblower , que apresenta um novo personagem e acontecimentos anteriores à chegada do repórter Upshur ao Asilo. Apesar de mais curta Whistleblower segue a mesma estrutura do jogo base, com narrativa ainda mais intensa e perturbadora que a trama principal, com um antagonista insano, que ficará marcado na sua memória.
Outlast sem dúvida é um ótimo game de terror, que entrega uma narrativa tensa do início ao fim. Marcante, perturbador e insano. Um jogo verdadeiramente memorável.
"Nós todos seremos livres!" - Padre Martin
Informações adicionais:
- Nota geral: 8.
- Tempo dedicado ao jogo: 12 horas.
- Conquistas desbloqueadas: 9 de 14.
- Dificuldade: Tensa, mas moderada.
- Fica a dica: Corra, corra como se não houvesse amanhã.
- Gameplay: Clique aqui.
- Imagens durante a jogatina: Clique aqui.
- Vale o preço? Vale!
- Modo de jogo: Solo.
- Tradução: Com interface legendas em português do Brasil.

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