terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Análise games - Assassin's Creed III


Assassin’s Creed III, game de aventura e ação, desenvolvido e distribuído pela Ubisoft, lançado em novembro de 2012 para PC, Xbox 360 e PS3. Antes da análise propriamente dita, esclareço que joguei o game na versão de Xbox 360 e não no PC como de costume, além disso, tal analise considera apenas os games da serie lançados antes de Assassin’s Creed III, uma vez que ainda não tive a oportunidade de jogar Black Flag e tão pouco o Unity.


Na trama, após os acontecimentos de Assassin’s Creed Revelations, Desmond Miles, ao lado de seu pai William Miles, Rebecca Crane e Shaun Hastings encontra um antigo templo da primeira civilização com o objetivo de acessá-lo e impedir que uma catástrofe aconteça e destrua toda a humanidade, mas para isso terá que acessar as memórias de mais um ancestral, para descobrir a localização da chave que dá acesso ao templo. O ancestral em questão é Connor Kenway, filho de uma nativa americana com um inglês, que viveu no século XVIII durante a Revolução Americana.

A trama, como de costume, é dividida entre os acontecimentos do passado e presente, porém a trama de Desmond ganha um pouco mais de destaque, pois pela vez na serie executamos diversas missões com Desmond, que esta quase tão habilidoso quanto seus antepassados assassinos. Porém a maior parte da trama se foca na vida de Connor, que viu na infância sua aldeia ser incendiada pelos templários e que cresce querendo buscar vingança, nada de novo até aqui, até mesmo para a própria série, e apesar de Connor ser um personagem forte e bem desenvolvido e inegável que ele tem pouquíssimo carisma se comparado a Ezio e até mesmo Altair, protagonista do primeiro game. Connor tem a personalidade forte, extremamente fiel aos seus princípios e valores, o que torno o personagem pouco flexível e carismático, pois demonstra certa frieza e até mesmo inocência em determinadas situações da trama. Por mais que a jornada de Connor seja interessante, uma vez que acompanhamos toda a sua infância, adolescência e fase adulta, confesso que estava bem mais interessado em ver o desfecho da trama de Desmond do que qualquer outra coisa. E é na trama que se passa no presente que, em termo de narrativa, o game se destaca, pois vemos Desmond totalmente mudado e determinado a alcançar o seu objetivo, ele compreende o que precisa ser feito e mesmo com todas as duvidas ele não pensa duas vezes em aceitar o seu destino para salvar o planeta. O final não chega a ser surpreendente, mas fecha de maneira satisfatória a trama de iniciada lá em 2007, com o primeiro Assassins’s Creed.

Em termos jogabilidade o game não sofreu grandes alterações em relação aos seus antecessores, foram acrescentados novas armas e novos movimentos como de costume, mas nada que mude de forma drástica o já bem conhecido sistema de combate do game, talvez a mudança mais interessante seja na inclusão de diversas classes de inimigos, onde cada classe só pode ser derrotada se determinado movimento for feito de maneira correta, causa um pouco de duvida no início, mas após um tempo o combate volta a ser fluido e dinâmico.

A principal novidade em Assassin’s Creed III foi à inclusão das batalhas marítimas, onde Connor assume o comando de um navio em missões de explorações e de conflitos com frotas inimigas. A variedade de missões marítimas é bem limitada, porém surpreendem por apresentar uma boa dose de novidade na serie, pois é extremamente gratificante aprender a controlar o navio de Connor, de como utilizar o vento ao seu favor, de como saber o melhor momento para atirar nos inimigos e evitar danos. As batalhas em meio às tempestades são incríveis, pois deixa tudo ainda mais interessante e surpreendente, alem de aumentar a dificuldade das batalhas marítimas. Com certeza uma excelente novidade.

Em termos de ambientação, o game segue o padrão da serie, com cenários grandes e bem detalhados. São 4 grandes regiões, a “Fronteira”, que representa as grandes florestas norte americanas, a “Fazenda”, bem semelhante ao mapa da fronteira e que serve como base de operações para ordem dos assassinos, e mais duas cidades, Boston e New York. O mapa da fronteira foi o que mais me surpreendeu devido ao seu tamanho e detalhamento, a fronteira é cheia de cachoeiras, rios, lagos, colinas e florestas, apresentando mudanças climáticas que deixam os cenários ainda mais belos e surpreendentes, além de uma serie de missões secundarias que garante boas horas de diversão para os que gostam de explorar ao máximo os cenários, principalmente por apresentar uma boa variedade de animais que podem ser caçados. As duas grandes cidades, Boston e New York, são ricamente detalhadas e movimentadas, assim como as cidades dos games anteriores, porém confesso que as achei bem desinteressante, talvez por sua arquitetura colonial e por apresentar poucos monumentos históricos, ao contrario dos seus antecessores, que apresentavam monumentos belos e impressionantes.

Assassin’s Creed III foi o primeiro game da serie a receber dublagem em PT-BR, como bom fã de cinema que sou, sempre torci o nariz para as dublagens brasileiras e joguei pouquíssimos games dublados, mas confesso que fui surpreendido com a excelente qualidade da dublagem de Assassin’s Creed III, todas as vozes foram muito bem escolhidas e condizem com a situação e expressão de cada personagem, a única exceção, estranhamente, é a voz justamente do protagonista Desmond, que deixa claro a todo momento que o dublador esta forçando a voz para dar uma entonação mais grave ao som. Mas fora isso a dublagem de maneira geral é excelente. 

Assassin’s Creed III é um bom game de aventura e ação, que buscou inovar incluindo novas mecânicas como as batalhas marítimas e o sistema de caça, mas que no final segue o padrão já estabelecido na série, apresentando um novo protagonista forte, mas pouco carismático que serve apenas como ponte para se chegar ao derradeiro desfecho na eterna guerra entre Assassinos e Templários. Seu maior destaque esta na trama que encera de forma digna na trajetória de Desmond.

“Esta feito, Minerva, a decisão foi tomada.” – Desmond.


Informações adicionais:
Nota geral: 08.
Tempo dedicado ao game: Aproximadamente 50 horas.
Conquistas desbloqueadas: 39 de 69.
Dificuldade geral: Fácil.
Modo de jogo: Singleplayer, com modo multiplayer cooperativo para até 04 jogadores.
Idioma: Com legendas e dublagem em português do Brasil.

2 comentários:

  1. Respostas
    1. Valeu Guilherme, que bom que gostou...

      Fico muito feliz de te ver aqui pelo Blog...

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